Pinhão paranaense pode ganhar mercado internacional
O crescimento do mercado e a profissionalização do setor têm aberto novos caminhos para os produtores, inclusive para exportações.

Concentrada na região de Palmas, Sul do Paraná, a safra estadual de pinhão deve alcançar 12 mil toneladas neste ano, cerca de 20% a mais que o ano passado. O período da colheita iniciou em abril e se estende até meados de julho, contribuindo com a renda, principalmente, dos pequenos agricultores. O crescimento do mercado e a profissionalização do setor têm aberto novos caminhos para os produtores, inclusive para exportações.

Visando incentivar a atividade, o Conselho Estadual de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria Estadual e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), atua na distribuição e na regulamentação da colheita, garantindo também o consumo sustentável e assegurando a reprodução da araucária. Símbolo paranaense, o pinheiro-araucária chegou a cobrir 40% do território do Estado. Hoje esse percentual é de menos não chega a 3%.

Nesta semana, o Conselho votará duas resoluções para o estímulo ao plantio de novas árvores com a distribuição de mudas, assistência técnica e agilização do processo de cadastro das araucárias plantadas. O Paraná foi o precursor na distribuição de mudas em 2011. A partir de outubro, o IAP inicia uma nova etapa de doação, com previsão de mais de 103 mil mudas distribuídas neste ano.

Um dos projetos alternativos para preservação das araucárias e desenvolvimento da produção de pinhão como atividade econômica é o plantio de pomares. Pesquisador da araucária há mais de 30 anos e desenvolvedor do primeiro pinheiro de proveta, professor Flávio Zanette, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), defende que o plantio de novos pinheiros ajudariam a preservar a espécie, além de tornar a produção de pinhão mais competitiva e ter mais escala, podendo alcançar mercados internacionais, relatando o interesse de um grupos chineses e alemãos na aquisição de mais de 40 toneladas de pinhão pré-tostado.

Além da produção do pinhão, o mercado moveleiro, a indústria de papel e celulose e de instrumentos musicais também têm interesse na produção de araucárias. Árvores nativas não podem ser cortadas, mas as árvores de plantio poderão ser utilizadas para outros fins.

Um pinheiro começa a produzir pinhão, em média, entre dez e quinze anos. O manejo adequado, com variedades especiais, pode garantir que uma árvore comece a produzir em tempo menor. Uma araucária vive mais de 300 anos.

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